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quinta-feira, 14 de julho de 2011

OCEANO CINZA

Hoje meu dia amanheceu cinzento...chuvas caem de meus olhos.
Uma tempestade se forma em forma de um tormento.
Busco abrigo,o abrigo que não encontro em ti, pois estás longe.
Porque estás distante, tão distante como um oceano  de separação.
Busco nadar na correnteza  desta chuva que cae...quero chegar a ti mas não consigo.
Como posso sonhar? Como posso sonhar se este sonho me atormenta.
Me abraço, me beijo, me acaricio mas não é o seu toque...sinto o frio da solidão.
Busco de outras formas não  pensar em ti.
Mergulho na minha propria vida..que hoje está cinza.
Meu trabalho, meu sonho, minha realização de repente parece tão sem importancia.
É como se atravessar este oceano perdesse o sentido...
Tua ausencia abre um vazio no peito, uma ferida que sangra noite e dia.
Quero dormir para sonhar contigo...
Quero acordar para viver contigo...
Porque eu não consigo ser feliz por inteira sem você do meu lado.
Queria tanto te beijar suavemente ...acariciar teus cabelos, tocar sua pele.
Sentir suas mãos em meu corpo, seu calor, seu sabor...me sentir segura, amada.
Queria nadar e aportar em seus braços...
Mas e você?
Você pensa em mim? Me desejas assim? Sonhas comigo? Atravessaria este oceano?
Secaria este  oceano de lagrimas que insistem em cair de meus olhos?
Vivo uma polaridade de sentimentos por sua causa...
Vivo a realização de meu trabalho - Morro de amores por ti.

"Viver morrer não mais termina a vida e assim meu sofrimento..."
Li isto em algum lugar, e agora parece tão meu.

Se me telefonasses ... se dissesses  que me  ama , cessaria toda  está dor.

Beijo as rosas que me envias...assim quando elas chegam lindas cheias de vida e ao perceber minha dor elas mucham compadecidas.

Então eu te peço venha, me beije me faça feliz.
Dance comigo a luz do luar como da ultima que me convidou a dançar contigo...
Quero sentir as pétalas das rosas caindo sobre nós enquanto seus lábios tocam os meus...




QUANDO A DOR SE TORNA POESIA

Sem dor, nascem os monstros, os seres sem afeto, as criaturas sem misericórdia. (Caio Fábio)

Ainda que seja difícil acreditarmos nos benefícios da dor - principalmente se a estamos sentindo -, lembremo-nos das dores passadas, daquelas que nos fizeram mais fortes, mais maduros, mais humanos. Daquelas que nos fizeram mais livres.
Se não conseguimos conter nossas lágrimas, se não conseguimos entender o porquê de recebermos aquilo que julgamos não merecer, se ninguém nos explica para onde foram nossas boas intenções, o que fizeram com o nosso afeto e com a nossa dedicação... talvez seja porque não haja respostas. Simplesmente porque assim tudo é.
Não nos cabe desconsideramos o que sentimos, o que nos machuca, o que nos fere, nem muito menos devemos supervalorizar nossas angústias. Em algum lugar, numa determinada hora, encontraremos o equilíbrio. E saberemos sentir nossas dores. Entendê-las como processo de polidez para a nossa alma.
Permitindo-nos a reformulação concreta de nossas percepções.

http://alinemenezes.com/

2 comentários:

  1. Querida Loba, hoje eu chore em ler suas angustias e tua solidão, eu sei o quanto dói um amor não correspondido, sofro do mesmo mal, amo alguém que se quer lembra da minha existência,vivo um dilema sempre fazendo perguntas cuja as respostas não chegam e cada dia eu morro um pouquinho mais!
    beijos minha querida e parabéns cada dia fico mais fã do seu trabalho!
    carinhosamente Ro

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  2. Li e me emocionei muito.......sem palavras....

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