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sexta-feira, 22 de julho de 2011

CASTIÇAIS DE LATÃO E UM BEIJO

BEIJA-ME foi meu pedido...

e então docemente ele pega minha mão e a beija,
 Solto um suspiro de prazer e decepção por esperar mais naquele momento, tento me  conter   penso, talvez ele não esteja com tanta saudades quanto eu.
E com um sorriso amarelado no rosto peço desculpas.
Ele então franzindo o senho me faz um ar de interrogação.E antes que eu pudesse falar alguma coisa ele me puxa pelas mãos e diz :- Venha!
Eu ,uma mulher totalmente entregue as ordens deste homem, que me conduz pelo jardim em direção ao orquidario. Estou totalmente atonita. Tendo falar mas ele não me deixa, somente me arrasta.
Entramos no orquidario e o atravessamos...começo então a visualizar uma parte da decoração que não estava nos projetos que eu toquei.
Uma  linda tenda  branca  se vislumbra  pela claridade dos castiçais de latão.
 Um suave som de violino entre por meus ouvidos.
Então ele retira o paleto e se me apresenta com uma camisa branca e o colete, uma visão estonteante. (Dispo-o com os olhos). Flores, vinhos, almofadas, lencois de linho, cortinas de cristal, tudo preparado em seus minimos detalhes e eu me perguntava ,como não havia visto este movimento nos preparativos da festa?
Ele me puxa vagarosamente, sem pressa, me envolvendo em seus braços , num longo abraço, cola-me em seu corpo e eu me sinto completa, envolvida, receptiva ao que ele tem a me oferecer.
Um longo e  ardente  beijo se inicia num gosto de generosidade, e num calor esfusiante.
Sinto sua lingua indo de encontro com a minha  passeando suave e excitante pelo minha boca, umidecendo minha alma.
Sua lingua acaricia meus lábios.
 É o  beijo em que a lingua faz o beijo e o beijo faz o sexo.
E como  um   caçador frio , deita a minha  pele de lôba no chão,  ergue o seu punhal ardente  e segue em busca de um caminho certo.
 A lôba rendesse totalmente inerte  a este combate , entregando-se  ao destino que a espera , ardendo de desejo.
Não vendo mais nada que ocorre no mundo lá fora...
presa nas correntes do tempo, totalmente cega  de amor.

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