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quarta-feira, 15 de maio de 2013

KORINA BRINCOU COM FOGO



Korina se debate para voltar do sonho, mas parece que seu espirito esta preso...
Ouvia os gritos aflitos da aborígine, tenta responder mas não consegue voltar.
Olhou aflita para a mãe que não a via e buscou desesperada encontrar uma forma de retornar.
O corpo de Korina deitado entre as folhas suava frio, sua pulsação enfraquecida, seus lábios estavam brancos como cera.
Então a aborígene assustada saiu correndo para pedir ajuda na tribo, não podia deixar Korina morrer ali.
O tempo passa e Korina continua sua luta para voltar da regressão.
De repente ela consegue acordar..está assustada, atordoada e tonta.
Mas mesmo assim ela se levanta e sai da caverna que se encontrava.
Caminha perdida por entre os matos, sem noção de onde esta. 
Korina caminhou por tempo que não sabia somar, até que cair desmaiada.
Seu corpo longilíneo de curvas definidas de pele bronzeada e macia encontrava-se a merce do tempo.
E por ali permaneceu horas, dias ...não sei.
Eis que um andarilho que passava por ali avistou o corpo.
Assustado, ressabiado e encantado com a visão que aquele quadro lhe ofertava.
Se aproximou e tomou o pulso de korina, que ainda batia fraco, mas permanecia viva.
Rapidamente ele retirou da sua mochila uma manta para aquecer o corpo de Korina.
Molhou seus lábios ressecados, alinhou seus  longos cabelos negros, limpou sua pele e tentou reaviva-la. 
Korina se mexe, mostrando reação. O andarilho então prepara um caldo quente e faz Korina tomar.
Ela então cai agora num sono regenerador.
Encantadora, o que faz uma jovem linda assim sozinha no meio do nada? Pensa o andarilho enquanto prepara uma área para acampar, já que teria que prestar socorro e saber mais sobre esta moça perdida numa floresta. 
Enfim após tudo ajeitado ele pegou um violino e começou a tocar bem baixinho uma melodia suave e melancólica. A noite já está caindo o céu escurece logo na floresta, os pássaros já se recolheram a e lua se mostra faceira e preguiçosa no céu.
Korina abre os olhos ao ouvir a musica que vem do violino e fica encantada sem entender o que estava se passando...
e ao se mexer ela chama a atenção do andarilho  e seus olhares se cruzam, os olhos negros e misteriosos de Korina  mergulham no grande lago azul dos olhos do andarilho.
Um vento forte corta o momento como um doce encantamento.



quarta-feira, 8 de maio de 2013

O SONHO DE KORINA



Korina ainda está deitada em sua rede quando tem a grata surpresa.
Seu pedido foi atendido pela aborígine...a moça roubará a porção desejada por ela.
Com suavidade Korina se levanta da rede e olha nos olhos da moça com uma expressão indecifrada. 
Ambas caminham entre as matas e escolhem um local reservado para que Korina pudesse fazer sua viagem ao tempo. Entram em uma gruta próxima da tribo e dão inicio ao ritual.

Korina cai em sono profundo enquanto a moça olha preocupada com o que pode vir acontecer.

Korina abre os olhos e se vê em um ambiente totalmente desconhecido por ela.

Ela está no quarto de sua mãe.

E vê uma bela mulher de pele clara porém bronzeada de sol, de pernas torneadas e de vestimentas estranhas ao seus olhos. Sua mãe trajava uma camisola de seda e escrevia em seu diário como lhe era de costume.
E enquanto escrevia ela repetia suas escritas em voz alta como se quisesse convencer a si mesma.

Hoje meus olhos se abriram na intensão de meu destino...

O dia passou lento pois tinha a ansiedade da noite, cumpri meu ritual com o pensamento na noite.
Minhas flores, minhas rosas...lindas e  perfumadas. Elas me alimentam, alimentam meu coração.
O coração de uma loba que nasceu de uma dor enorme, de um vazio, de uma solidão ,de uma ilusão...de 
um parto doloroso onde se romperam veias, se esvaíram sangue, se atingiu a exaustão...

Uma  luta de sobrevivência...uma luta pela 

sobrevivência."

Korina via dor no olhar de sua mãe.

Assustada porém curiosa ela se aproxima e 

percebe que não pode ser vista pela mãe.


"Ahhhhhhhhh, existe um coração ferido, isto existe.
Um coração que teve que aprender a sobreviver...um coração que se partiu em mil e que destes mil pedaços nasceram mil lobas...cada uma mais feroz que a outra, famintas , selvagens, ariscas...traiçoeiras.
E eu, eu no meio desta alcateia de fêmeas furiosas....
Hora enfrentando, hora assustada, hora acuada,  mas sempre, sempre sozinha.
Lambendo minhas próprias feridas..."



Korina observa atenta os gestos da mãe enquanto paralelo corre os olhos pelo ambiente com o qual se encanta. Então era aqui que ela vivia?

Sinto em minha volta a presença dos machos, e o  receio das fêmeas.
Mas o que quero...quem eu quero...está distante de ser.
Me dedico ao projeto do trabalho  e é para ele que  vou viver...
Se tenho amor para dar , darei as minhas lentes. 
Se quero demonstrar amor demonstrarei através da minha lente.
Os olhos da loba se vitrificaram...
O coração da loba se vitrificou...

Pari mil lobas,
 lutei com outras mil,
 fui ferida por mais tantas mil  
mas ninguém me feriu mais que um..."

Ferida, ferida sim.... ela foi ferida eu me lembro eu a vi tombando...pensa Korina.

!Um carrasco me criou...nasci por suas mãos.
E não posso negar que de uma mulher frágil me 

transformei nesta loba.

A noite chega, e sinto na garganta a ânsia do uivo....
Corro para meu quarto e lá começa minha transformação...
Arranco minhas vestes  e me deixo nua..."

Korina fica confusa, não consegue acompanhar o raciocínio da mãe.

"De banho tomado passo os cremes suave e continuamente por minha pele , como leves e longas  lambidas.
Caminho para a frente do espelho e vejo um corpo.
A escolha da roupa é que determina meu novo eu... Do recato a sedução...
Irei ao um teatro com meu amigo fotografo, iremos registrar nosso primeiro trabalho para o estúdio.
Com o cabelo preso no gel, carrego na 
maquiagem , olhos bem pretos, cílios postiços, 
meu batom vermelho sangue com um toque 
de gloss.
Meu vestido longo de veludo de seda preto frente unica amarrado no pescoço, com o decote abaixo da cintura...desenha toda minha silhueta.Me deixando bem provocante, bastante sensual.
Minha sandálias carregam uma cobra de metal que envolve meus tornozelos. Nas orelhas dois pontos de brilhantes nos pulsos coloco dois braceletes romanos vazados e meu perfume amadeirado que gosto de usar a noite.

E estou pronta....minha ferida esta camuflada!
E deste trecho Korina só entende o camuflar da ferida.
Confusa e tonta com  tanta informação Korina 
começa dar sinal de exaustão.
E ouve seu nome sendo chamado como bem 
distante dali.
Korina, Korina, você precisa acordar.
Volte Korina, por favor!
- a voz da moça era desesperada sentindo o 
peso da responsabilidade que aquele roubo iria 
ser sobre ela se algo acontecesse com Korina.



quarta-feira, 1 de maio de 2013

A TRAMA DE KORINA



Korina passou o dia isolada.
Caiu a noite,  e ela   espreguiçou seu corpo esguio de músculos definidos e pele bronzeada na sua rede de dormir, os cabelos negros esparramado isalava o cheiro da flor imortale .
Seus olhos negros pareciam águas escuras na luz do luar.
Por onde anda o pensamento de Korina só ela pode dizer.
Assim passou ela a noite ate cair adormecida.

No dia seguinte  ao sair a porta da sua tenda ela encontra mais um presente da aborígine que insistia em manter acessa a amizade.
Com o olhar doce e humilde Korina agradece e convida a moça para adentrar.
Sentadas conversaram , trocaram sorrisos e  brincadeiras até o momento que Korina muda seu semblante.
Seu olhar agora carrega um ar de tristeza e desperta a preocupação na pobre aborígine que pergunta o que se passa.
Korina então começa a contar a tristeza de não conhecer seus pais e a cada palavra solta a moça ficava mais angustiada. Até o momento em que se coloca a disposição de korina como posso ajuda-la , não sei o que fazer.
O brilho do olhar de Korina é assustador,o modo como ela conduz a conversa , a maneira como ela consegue manipular as pessoas...isto ela carrega em seu instinto, está no sangue.
Korina joga: Não, você não tem como me ajudar minha amiga!
Meu pai é o único que pode faze-lo, mas ele se recusa. Ele possui uma porção que posso voltar no tempo e ver meus pais verdadeiros.
Já implorei a ele para que me desse esta oportunidade e nada.
 Se eu pudesse ter esta porção em mãos eu usaria. Mas nada posso fazer sem ela.
A moça fica parada olhando para tempo, tentando imaginar como ajudar a amiga entristecida.
Korina então muda de assunto, pede licença e diz a moça que irá se banhar , cavalgar e que gostaria de se isolar por um tempo.
A aborígine então entendendo a dor da amiga sai e leva consigo a dor de Korina...