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sábado, 7 de junho de 2014

CORAÇÃO TRAIÇOEIRO



Dentro do seu quarto , deitada em seus lençóis macios de seda branca Korina se espreguiça lentamente fazendo seus músculos jovens e fortes saltarem no corpo.
Abre os olhos  seu olhar está  languido e doce.
E num gesto característico de sua mãe ela se levanta deixando a camisola cair ao chão ,
 expondo  seu corpo nu como veio ao mundo. A Senhora de Hades caminha pelo quarto em busca de algo que acho que nem ela mesmo sabia o que era. Ou  espera...
Se aproxima do criado mudo e visualiza seu celular, nenhuma chamada, nenhum recado....nada, ninguém.
Num suspiro ela o joga sobre a cama e segue para o banho.
Quando sai já vem com um andar mais seguro e passa pelo espelho simplesmente o ignorando.
Abre o armário e pega um vestido vermelho de  linho  e seus sapatos cor de uva.
Solta os cabelos que ainda serão penteados pelo seu personal hair ... chama seus cães  e eles entram de imediato.
- Quero meu café no quarto!
Seu café já chegou senhora, responde um deles. Que providencia colocar na mesa que fica na ante sala.
Korina  sentasse e quando vai se servir seu celular toca, fazendo-a derramar a xícara do café.
Seu coração dispara e ela atende sem olhar o número.
-Bom dia menina Korina!
-Mister Gordam?!?!
-Porque a surpresa? Te atrapalho?
- Não, não,não...quer dizer, uma surpresa sim mas...
-Quero te ver hoje, almoçamos?
A voz de Korina quase não sai... a emoção está a flor da pele, seu desejo por Mister Gordam é crescente e quase explode de alegria ao dizer sim.
Chame o personal hair, ordena aos seus cães .
Adentra a suite , fecha a porta  e solta suspiros e gritinhos de felicidade.
Olha para o espelho e pede desculpas a mãe.
Me perdoe mãe, este homem não deve ser meu pai, não pode ser meu pai!!
Estou apaixonada! O que faço?
Abraça a almofada que está sobre sua cama e e se joga sobre ela sorrindo enquanto lagrimas correndo dos seus olhos. 


segunda-feira, 28 de abril de 2014

UM LAR


Olhos parados mergulhados no imenso mar de verde, assim se encontra Korina.
Uma menina... é esta a imagem dela neste exato momento.
A porta se abre , um homem alto, moreno , cabelos negros vestido de camisa social branca e calça preta.
Ele adentra o ambiente pisando manso como um gato, Korina esta tão distraída que baixou a guarda e seu instinto selvagem a traiu sem deixa-la perceber a presença dele.
Ele se sentou na cadeira da  mesa ao lado e ficou a observa-la ... Korina vestia uma calça em couro negro, botas de cano longo, uma blusa de seda branca  de mangas longas e fartas. Os cabelos  lisos negros ébano cobriam-lhe as costas, e seu perfume suave exalava por toda a sala.
O  homem então resolve quebrar aquele encanto perguntando:

 - A senhora deseja falar comigo?
Um arrepio percorre o corpo de Korina e ela se estremece  se assustando ao mesmo tempo.
Peço desculpas, não quis assusta-la, diz o homem.
(A senhora de Hades não parece nada com seu titulo. Como Korina mudou neste período em que vem convivendo com a sociedade. Seus cães não conseguem reconhecer sua senhora).
Korina com a voz ainda tremula pelo susto, responde rápido se desculpando por ser flagrada enrolada nas cortinas do escritório.
Seus olhos se cruzaram e por segundos ambos se desconcertam.
O homem então com um gesto suave  levantasse e pega Korina pela mão a conduzindo a sentar-se numa poltrona roxa que compunha o ambiente.
Água? Ofereceu-lhe. E ela recusou.
A Senhora de Hades  recupera rápido suas emoções.
Bem senhora, como é mesmo seu nome ? Ainda não nos apresentamos.
Korina, Korina é o meu nome, diz ela com a voz recomposta, apertando-lhe a mão.
Na realidade li sobre este lar e tive interesse em conhece-lo.
Sim? Que tipo de interesse desperto-lhe Senhora Korina? 
Preciso ver com meus próprios olhos primeiro senhor... não me disse seu nome!
Giorgos, senhora Korina!
Pois bem Senhor Giorgos, gostaria de conhecer melhor o trabalho de vocês para poder responder-lhe com precisão  sobre minhas intenções.
Bem, se  a senhora me acompanhar posso te apresentar nosso lar, e  qualquer que seja a sua ajuda será muito bem vinda.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A FORÇA DO VENTRE



Korina chega ao seu destino...
Ainda confusa ela adentra um portão de ferro  que lacrava uma grande propriedade.
O caminho arborizado causava-lhe uma estranha leveza e sensação de estar em casa.
Em velocidade minima Korina respirava o ar que entrava pela janela do carro.
Em seu pensamento as lembranças dançavam freneticamente sem permiti-lhe identificar em que realmente pensava. Era um misto de selva, com civilização... coisas que vivera e coisas que não sabia porque estavam ali.
Imagens reais e imaginarias bailavam em sua frente, de repente um latido de cachorro assustou-lhe trazendo de volta a realidade. Korina freia o carro no impulso e  seu corpo estremece.
Desculpa, senhora! Ele é manso, não morde...somente quis chamar-lhe a atenção. A senhora esta bem?
Korina estava paralisada... seus olhos fitavam o jovem alto de pele morena e dentes claros que insistia em pedir-lhe desculpas.
Era a primeira vez desde que Korina chegara na cidade que ela saia sozinha , sem seus cães.
Após alguns segundos ela se recompôs mas, sem conseguir tirar os olhos do belo rapaz.
E então perguntou: - Como faço para chegar a administração?
A senhora segue em frente, no final da estrada verá uma escadaria a sua direita. Estacione ali e suba as escadas, logo verá a frente da casa, a porta esta aberta.
Korina seguiu a orientação do rapaz, sem deixar de dar uma olhada pelo retrovisor.
E estaciona o seu carro em baixo de um pé de jasmineiro.
Dentro do salão de entrada é recebida por uma jovem moça que carrega no rosto um lindo e leve sorriso.
Quanta paz, sussurra Korina. E a moça sorrindo confirma: Realmente, este lugar trás muita paz mesmo. Em que posso servi-la senhora?
Korina então, fitando a moça nos olhos responde, gostaria de falar com a administração.
A moça a conduz para uma sala grande de moveis antigos, que visivelmente transmite uma historia longa de existência.
A jovem então pede para que aguarde , pois a pessoa responsável já viria recebe-la.
Korina não consegue ficar sentada e se enlaça na cortina da janela que se abria para o grande verde que aquele lugar representava. E a sensação de estar dentro de um ventre envaidou seu corpo, alma e coração.