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domingo, 21 de abril de 2013

KORINA A LOBA




Korina acorda transpirando após uma noite mau dormida.
A moça loba de beleza angelical , dona de uma sensualidade estonteante e de um sorriso conquistador,
também carrega dentro do peito a dor de não conhecer seus pais verdadeiros.
Korina acordou mais cedo que a tribo e com seu coração angustiado partiu para a beira do rio, foi se banhar e tentar acalmar seu coração...

Nadando de uma margem a outra ela mostra toda sua habilidade atlética, seu corpo esguio desliza por entre as águas cortando-as magistralmente, os animais que lá estavam não se importavam com sua presença, Korina faz parte da natureza.
Seus cabelos se abrem e fecham nas águas igual a uma água viva enquanto nada,  ao sair nua como veio ao mundo exibe
sua beleza estonteante, joga seus cabelos para trás e suspira fundo, buscando encher os pulmões e aliviar a tensão.
Por trás de uma arvore ela era observada por um rapaz da tribo, jovem e forte guerreiro que suspira de amores pela moça loba, que não mostrava interesse por nenhum rapaz da tribo.
Korina sentasse a margem do rio e percebe a presença do rapaz que ao ser flagrado se aproxima.
Com o rosto contraído Korina não esboça nenhuma reação deixando o rapaz totalmente sem graça.
Ela se levanta e se afasta caminhando em direção a tribo, entrando direto na tenda do pai.
O pajé já estava acordado e como de costume sentado fazendo sua meditação.
Korina em silencio sentasse ao seu lado , respira fundo , fecha os olhos e tenta se concentrar mas seu coração não permite.
Seu pai mesmo com os olhos fechados percebe a inquietação da filha, e diz:
Seu passado não  te deixa filha , ele é seu te pertence e somente  você poderá resgata-lo.
Korina abre os olhos e pergunta angustiada, como posso eu ir atrás dele meu pai?
Me ajude por favor! Eu preciso da sua poção, quero ir além do que já fui...eu preciso saber qual foi o fim dados aos  meus pais verdadeiros.
A primeira vez eu ainda era uma criança assustada , mas agora eu sou forte e não vou recuar.
O pajé abre os olhos e olha nos olhos de Korina, mergulha naquele breu e responde.
Você no fundo ainda é uma criança minha lobinha, sua ansiedade é perceptível, sua origem  não permite a sua  integração a natureza e nem ao nosso povo.
Os rapazes sonham em casar com você e você não olha para nenhum deles.
As moças da tribo te invejam e se revoltam por você não se definir por ninguém e assim elas não conseguem chamar atenção de nenhum deles para elas. Você precisa decidir sua vida.

Korina se levanta irritada , se batendo como uma criança mimada e responde em voz alta.
Eu quero a poção...eu quero ir atrás de minha mãe.

E do nada o som alto e longo do uivo de lobo corta  o silencio da tribo que ainda dormia.

Korina se arrepiou toda e sentiu seu sangue ferver nas veias,seus olhos brilharam e seu sorriso foi de quem reconhecia aquele sinal. Olhou para o pajé e percebeu  que em sua vidência ele a viu no formato de uma loba.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

A BELA PREDADORA KORINA





Korina moça loba , bonita e vaidosa...
Carrega em seu aspecto físico características diferentes das mulheres da tribo, sua pele morena e bronzeada pela vida ao ar livre, seus dentes brancos , seus cabelos longos , negros e sedosos.
Sua natureza irremediavelmente incontrolável pelo seu pai adotivo o pajé da tribo.

Korina fora criada com mimos e se tornou cheia de vontades e vaidades, tornou-se uma eximia caçadora junto aos rapazes da tribo. Adorava correr pelas matas e sentir o cheiro do mato quebrado na sua passagem.
Banhava-se sozinha, não gostava de se misturar com as moças da tribo nesta hora.
Em sua tenda Korina mostrava a herança pelo bom gosto da mãe, tudo seu era muito arrumado e decorado.
A moça loba não deixava que ninguém mexesse em seus pertences... certo dia uma moça da tribo aproveitou-se  da ausência de Korina e furtou-lhe um enfeite de cabelo.
A tarde já se punha quando Korina retornou sorridente e feliz do seu passeio, quando se deparou
com a moça da tribo se exibindo aos rapazes que suspiravam pela sua beleza.
Os olhos negros de Korina brilharam mais parecendo bolas de fogo.
De sangue frio e paciência de um predador Korina simplesmente passou pela moça e fingiu que não havia percebido o tal furto.
No dia seguinte Korina convida a moça para brincarem nas margens do rio...
A tal foi feliz e sorridente achando que finalmente estava conseguindo o que ninguém na tribo havia conseguido até então...
Korina assim passou a fazer não rotineiramente... dias convidava, outros não.
Deixando a moça atordoada com a amizade que vezes pensava  haver conquistado e outras vezes não.
Todas as manhãs a moça deixa na porta da tenda de Korina presentes como demonstração de amizade.
Vez ou outra Korina agradecia deixando o coração da moça saltitando de contentamento.
O pajé sábio e conhecedor da filha que adotou repreendia Korina.
Minha menina loba, não brinque com os sentimentos das pessoas.
Korina abaixava os olhos em sinal de humildade e dizia:
Sua uma humilde aprendiz meu pai, carrego em mim sentimentos nobres e sou repeitada por ser assim.
E lá vai Korina atrás da moça para convida-la para brincarem na floresta, era sempre assim.
Bastava a moça se afastar Korina a trazia de volta ao seu dispor.
Korina apesar da beleza , aparência  humilde de principio ativo, luminosa e quente , alimentava muito bem o seu lobo passivo, noturno, escuro e frio.
Era assim que ela conseguia atrair e obter seus resultados, mantendo a  tal moça a seu dispor para pagar o preço por ter furtado um simples enfeite seu.








quarta-feira, 3 de abril de 2013

A PERSONALIDADE DE KORINA





Korina acorda, e como é do seu comportamento procura se isolar.
A menina loba carrega consigo os genes dos pais.
Ao mesmo tempo que é brincalhona e sorridente ela não 
se abre com ninguém da tribo, a unica pessoa da sua confiança é o pajé, a quem ela chama de pai por carinho e respeito.

Já quase uma moça com  uma  pele bronzeada porém sedosa ,
de  cabelos assim como os olhos negros brilhantes como se refletissem a luz do luar.
Era admirada na tribo pela sua beleza que  mais parecia uma deusa.
E muitos acreditavam que se tratava mesmo de uma divindade, já que fora encontrada e acolhida pelo pajé.

Korina corria livre  pela floresta em meio os animais e arvores e pássaros, fazendo ali como se fosse sua verdadeira casa.

Mas em  seu coração sempre vinha o aperto do vazio que a mãe deixara, parecia ouvir o chamado dela  quando corria ao vento....
A lembrança da sua experiencia espiritual a deixava agitada e com uma revolta muito grande.

Como que um caçador  teve a  coragem de destroçar uma loba que deve ter lhe feito juras de amor?
Já que ela era o fruto de ambos.
E então seus olhos selvagens brilhavam no mais profundo dos negros e  jurava para si mesma que nunca estaria perto de um caçador.
Seu instinto animal aflorava toda vez que pensava na cena de sua mãe ferida e em fuga.

Korina assim como sua mãe  ,adora ficar a beira das águas quando quer se isolar dos outros. Sempre carrega consigo umas flores selvagem as quais são chamadas na tribo de  "juventude eterna" elas   crescem no topo dos montes durante o período do mês de junho e contém  propriedades regenerativas.  As  mulheres da tribo costumavam extrair o  seu óleo e usar  na pele e cabelos para se manterem sempre jovens e bonitas.

Korina apesar de carregar uma  beleza exótica   e ter a aparência sensível e o sorriso largo e fácil da mãe , carregava também sem sentir na sua personalidade o lado frio do pai, quando queria alguma coisa sabia exatamente como obter, calculista  e ambiciosa não media esforço para obter o que queria.

O pajé observava sempre e atentamente seu comportamento e por saber da sua miscigenação   procurava por vezes orienta-la em suas ações chamando sua atenção:

Korina, você tem dois lobos dentro de você minha filha, um é do bem e o outro é do mal.
Cuide dos dois , mas tenha cuidado para não alimentar mais a um do que o outro, pois o mais forte pode destruir o mais fraco.
Korina sempre ouvia atenciosamente os conselhos do pai, mas como toda jovem nem sempre conseguia obedece-lo.