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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A FORÇA DO VENTRE



Korina chega ao seu destino...
Ainda confusa ela adentra um portão de ferro  que lacrava uma grande propriedade.
O caminho arborizado causava-lhe uma estranha leveza e sensação de estar em casa.
Em velocidade minima Korina respirava o ar que entrava pela janela do carro.
Em seu pensamento as lembranças dançavam freneticamente sem permiti-lhe identificar em que realmente pensava. Era um misto de selva, com civilização... coisas que vivera e coisas que não sabia porque estavam ali.
Imagens reais e imaginarias bailavam em sua frente, de repente um latido de cachorro assustou-lhe trazendo de volta a realidade. Korina freia o carro no impulso e  seu corpo estremece.
Desculpa, senhora! Ele é manso, não morde...somente quis chamar-lhe a atenção. A senhora esta bem?
Korina estava paralisada... seus olhos fitavam o jovem alto de pele morena e dentes claros que insistia em pedir-lhe desculpas.
Era a primeira vez desde que Korina chegara na cidade que ela saia sozinha , sem seus cães.
Após alguns segundos ela se recompôs mas, sem conseguir tirar os olhos do belo rapaz.
E então perguntou: - Como faço para chegar a administração?
A senhora segue em frente, no final da estrada verá uma escadaria a sua direita. Estacione ali e suba as escadas, logo verá a frente da casa, a porta esta aberta.
Korina seguiu a orientação do rapaz, sem deixar de dar uma olhada pelo retrovisor.
E estaciona o seu carro em baixo de um pé de jasmineiro.
Dentro do salão de entrada é recebida por uma jovem moça que carrega no rosto um lindo e leve sorriso.
Quanta paz, sussurra Korina. E a moça sorrindo confirma: Realmente, este lugar trás muita paz mesmo. Em que posso servi-la senhora?
Korina então, fitando a moça nos olhos responde, gostaria de falar com a administração.
A moça a conduz para uma sala grande de moveis antigos, que visivelmente transmite uma historia longa de existência.
A jovem então pede para que aguarde , pois a pessoa responsável já viria recebe-la.
Korina não consegue ficar sentada e se enlaça na cortina da janela que se abria para o grande verde que aquele lugar representava. E a sensação de estar dentro de um ventre envaidou seu corpo, alma e coração.