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domingo, 22 de abril de 2012

WHEN I DO NOT BELIEVE IN LOVE MORE





QUERIDO DIÁRIO,


O TECLADO HOJE DESLIZA SOBRE OS MEUS DEDOS.
VOCÊ PODE  ME PERGUNTAR PORQUE/?
EU TE RESPONDO É SIMPLES, 
TENHO UMA VIDA EM  MINHAS  MÃOS


UMA VIDA? PERGUNTA-ME.
 SIM, RESPONDO.
 UMA UNICA VIDA


ESTA UNICA VIDA .
SE É QUE PODEMOS CHAMA-LA ASSIM.


UMA VIDA TOTALMENTE DESCRENTE DO AMOR.


E NÃO ME VENHA COM PALAVRAS BONITAS
 NÃO ME TRAGA CONSOLO
NÃO QUERO SEU CONFORTO.


ALIÁS, DE VOCÊ NÃO ESPERO MAIS NADA.
 DE VOCÊ NÃO QUERO MAIS NADA.
DE VOCE SÓ ESPERO.


MAS ISTO TAMBÉM VAI PASSAR.
O TEMPO DE  UMA GESTAÇÃO INDESEJÁVEL.


E QUANTO SE POR VENTURA EU ABORTAR
SABEREI QUE A VIDA NÃO ME FOI GENEROSA
E SIM, SARCÁSTICA.


QUANDO EU ASSIM NÃO MAIS ACREDITAR NO AMOR.






DEIXAREI ISTO AOS POETAS.
DEIXAREI ISTO AOS AMANTES.


A MIM SÓ ME RESTA UMA VIDA OU DUAS.





sábado, 21 de abril de 2012

EU POSSO CONTINUAR VIVA





Sou filha da mata...
Sou filha da terra...
Sou filha de um caso de amor.


Gerada e concebida no mais puro e duro sentimento.
Fusão de sonhos, fusão de esperança.
Nascida na  dura realidade...


Meu pai um homem branco , caçador de riquezas num solo até então desconhecido chamado ilha de Vera Cruz.
Ao adentrar por entre a selva se portou feito um leão,
quando seu olhos cobriram o corpo de minha mãe.
Ali ele viu dentre todas a maior das riquezas.


Mamãe uma linda india...animal aos olhos lusitanos por ser um ser selvagem

Perante sua nudez meu luso pai caiu de amores.
Posso imaginar sua reação perante o corpo rijo feminino.
Suas mãos devem  ter ficado irrequietas, seus olhos  duas brasas, as  narinas dilatadas, a pele  a estalar...o caçador recebeu (a) ordem do coração.



Ah...quem sou eu?
Qual identidade carrego?
Se no sangue carrego uma história de amor e de dor.
Fui gerada sem limites de raça e fronteira.
Fui fadada...nesta Terra brasilis.


Minha mãe um mulher selvagem que desconhecia o mundo lá fora.
Deve ter visto no meu pai uma divindade trazido pelas águas do oceano.
Rendeu-se a arma do caçador , deixando-se  abater...morrendo de amor.


Ah...quem sou eu?
Qual identidade carrego?


Pois após esta caçada avassaladora, meu pai embrenhou-se pela mata adentro. 
Em busca de outras riquezas, deixando o animal abatido para trás.


Ah...quem sou eu?
Qual identidade carrego?
Pois após tanta dor  fui expelida do corpo de minha mãe.
Que de dor ou por amor, me jogou no rio.


Qual nome devo carregar?
Já que o destino quis que eu gerada em tanta desgraça permanecesse viva?



terça-feira, 10 de abril de 2012

Luciano Pavarotti et James Brown - It's a Man's World

ABISMO DO SEU ROSTO


Sentada a beira do abismo...
Esta noite tive um sonho muito estranho.
Sentada a beira de um abismo uma imagem
refletia no meio do nada
no meio do nada
Era um rosto másculo
sério, sereno me olhava e nada dizia.
Simplesmente refletia.
Sentada a beira do abismo eu o via...
E ele nada me dizia.


Mas este silencio
me atraia
me chamava
E sentada a beira do abismo
esta  força máscula me atraia.


E então me levanto
Me levanto e mergulho
mergulho no abismo
que seu rosto
seu rosto que nada me dizia
me levou...
E assim, senti o vento
 e o leve mergulho 
no abismo do seu rosto.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O DESENHO DA SUA BOCA



Tudo para quando a gente faz amor!
Roberto Carlos canta no radio de meu carro, enquanto a estrada vai ficando pra trás.
Tento fixar meu olhar no caminho mas sua imagem invade meus pensamentos...


O desenho de sua boca...
O sabor me vem a boca e  sinto o calor invadir meu corpo.
Seu toque , seu cuidado com a fragilidade de corpo perante o seu.
O encaixar dos corpos...sua voz.


Queria agora poder estar contigo, e não só no pensamento.
Ouvir sua promessa de corpo e alma.


Sim, juntos ...
No calor, no amor, no cansaço, na exaustão e finalmente no descanso.


Abro a janela do carro...preciso do ar puro que vem lá de fora.
Preciso do vento, do cheiro do mato que tanto me atrai e acalma.


A velocidade do carro acompanha o meu coração...que fica cada vez mais acelerado com as lembranças que ainda estão tão presentes.


Sim a estrada vai ficando para trás ...estou indo para o meu refugio.
Em busca da natureza, do meu banho de rio, dos meus animais,
do meu mato ...botar o meu pé no chão e poder
soltar a loba que existe dentro de mim...


Quero montar o meu novo animal.
Quero que ele aprenda os caminhos da floresta pelo qual gosto de percorrer em busca de mim mesma.


Minha fazenda! Quanto tempo não vou lá.


Quero chegar logo para poder matar esta ansiedade que me consome.
E lá  poder ficar limpa e nua de tudo que deixei pra trás, para poder sonhar com você meu lobo,inserido a minha realidade.