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domingo, 28 de agosto de 2011

UM RIO NO CAMINHO


Dentro de meu vestido longo de algodão branco, botas de camurça, cabelos solto e chapeu.
 Estou de  volta a fazenda, onde tenho que acompanhar o desenvolvimento da escolinha  das crianças.
Sinto nas veias o sangue ferver de tanta  energia positiva. Os olhinhos daqueles anjinhos tão inocentes ,olhando para os livros como se fossem  a porta do mundo. E não é que é mesmo?
A oportunidade delas de conhecimento...uma riqueza que ninguém pode tomar.
Está tudo tão bonito, limpo, organizado, a professora é paciente e os meus anjinhos são muito disciplinados.
Saio de lá muito feliz...O sol brilha maravilhosamente sobre as campinas.
No caminho o som  de um rio de aguas cristalinas me chamam.
Minha alma quase se desprende, o desejo de atender por este chamado é mais for que eu...
Sim, eu respondo.Preciso de ti.
 E  atendendo a  este chamado eu caminho para a beira do rio.
 Retiro as minha botas  e toco-o com os pés,  um arrepio me percorre todo o corpo.

Ele está frio, sua correnteza parece-me musica aos ouvidos.
Caminho sobre as pedras e vejo a riqueza  da sua biodiversidade.
Mergulho sem medo, na certeza  de que sou parte desta natureza.

Lavo minha alma, alimento meu espirito, limpo meu corpo e entro em oração, peço ...
Naquela imensidão onde eu e Deus desfrutavamos a mesma vista.
Deitada sobre uma pedra onde a agua me banha , olhando para os ceús.
Me senti uma privilegiada...tenho tanto!
E de tão pouco as pessoas precisam para viver.
Agradeço por poder contribuir , sim sou feliz.

Meus desejos mais profundos exponho,de  minhas tormentas  me limpo.
Agua...
agua que me toca,
que me abraça,
que me lambe como um animal lambe sua cria.

Ali permaneço por tempo incalculavel , quando vejo o vaqueiro na margem do rio .

-Estava procurando pela senhora, já passam da hora do almoço!

Então eu percebo que esqueci da vida.
Ou melhor estava renovando-a!

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