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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ENTORPEÇIDA

O cheiro do mato molhado pelo sereno da noite me entorpece.
O instinto selvagem, a saudade do campo.
A sede de liberdade.
O prazer da companhia.
Os musculos cobram o exercicio,
o pulmão o ar , a pele a energia.

Correr pelo mato sob a luz do luar, ouvindo o piado da coruja.
O silencio dos bichos.
O coração das presas, acelerados , assustados por saberem que estou a solta.
Tenho sede , tenho fome ...mas é de  liberdade.
Que o campo e a lua me oferecem.
Correr , correr, correr até a exaustão.
Sentir as forças se esvaindo pelo suor que derramo pelo corpo.
Sentir o coração disparado como se fosse arrebentar o peito.

Quanto tempo não deixo meu instinto solto desta forma.
Quero mais, quero estar cada dia mais forte , cada dia mais eu.
 Cada dia mais lôba, selvagem  sim...pois trago na essencia a pureza .



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