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domingo, 26 de junho de 2011

DO RECATO A SEDUÇÃO

Hoje meus olhos se abriram na intensão de meu destino...
O dia passou lento pois tinha a anciedade da noite, cumpri meu ritual com o pensamento na noite.
Minhas flores, minhas rosas...lindas e  perfumadas. Elas me alimentam, alimentam meu coração.
O coração de uma loba que nasceu de uma dor enorme, de um vazio, de uma solidão ,de uma ilusão...de
um parto doloroso onde se romperam veias, se esvairam sangue, se atingiu a exaustão...
Uma  luta de sobrevivencia...uma luta pela sobrevivencia.
Ahhhhhhhhh, existe um coração ferido, isto existe.
Um coração que teve que aprender a sobreviver...um coração que se partiu em mil e que destes mil pedaços nasceram mil lobas...cada uma mais feroz que a outra, famintas , selvagens, ariscas...traiçoeiras.
E eu, eu no meio desta alcateia de femeas furiosas....
Hora enfrentando, hora assustada, hora acuada,  mas sempre, sempre sozinha.
Lambendo minhas proprias feridas...
Sinto em minha volta a presença dos machos, e o  receio das femeas.
Mas o que quero...quem eu quero...está distante de ser.
Me dedico ao projeto do trabalho  e é para ele que  vou viver...
Se tenho amor para dar , darei as minhas lentes.
Se quero demonstrar amor demonstrarei atraves da minha lente.
Os olhos da lôba se vitrificaram...
O coração da lôba se vitrificou...
Pari mil lôbas,
 lutei com mil lôbas,
 fui ferida por mil lôbas ,
mas ninguém me feriu mais que um...
Meu carrasco me criou...nasci por suas mãos.
E não posso negar que de uma mulher fragil me tranformei nesta lôba.
E a noite chega, sinto na garganta o ancia do uivo....
Corro para meu quarto e lá começa minha transformação...
Arranco minhas vestes  e me deixo nua...
De banho tomado passo os cremes suave e continuamente por minha pele , como leves e longas  lambidas.
Caminho para a frente do espelho e vejo um corpo.
A escolha da roupa é que determina meu novo eu...
Do recato a sedução...
Irei ao  teatro com meu amigo fotografo, iremos registrar nosso primeiro trabalho para o estudio.
Com o cabelo preso no gel, carrego na maquiagem , olhos bem pretos, cilios postiços, meu batom vermelho sangue com um toque de gloss.
Meu vestido longo de veludo de seda preto frente unica amarrado no pescoço, com o decote abaixo da cintura...desenha toda minha silhueta.Me deixando bem provocante, bastante sensual.
Minha sandalias carregam uma cobra de metal que envolve meus tornozelos. Nas orelhas dois pontos de brilhantes nos pulsos coloco dois braceletes romanos vazados e meu perfume amadeirado que gosto de usar a noite.

E estou pronta....minha ferida esta camufluda!


HISTORIA DO TEATRO


O teatro teve sua origem no século VI a.C., na Grécia, surgindo das festas dionisíacas realizadas em homenagem ao deus Dionísio, deus do vinho, do teatro e da fertilidade. Essas festas, que eram rituais sagrados, procissões e recitais que duravam dias seguidos, aconteciam uma vez por ano na primavera, períodos em que se fazia a colheita do vinho naquela região.
O teatro grego que hoje conhecemos surgiu, segundo historiadores, de um acontecimento inusitado. Quando um participante desse ritual sagrado resolve vestir uma máscara humana, ornada com cachos de uvas, sobe em seu tablado em praça pública e diz: “Eu sou Dionísio!”. Todos ficam espantados com a coragem desde ser humano colocar-se no lugar de um deus, ou melhor, fingir ser um deus, coisa que até então não havia acontecido, pois um deus era para ser louvado, era um ser intocável. Este homem chamava-se Téspis, considerado o primeiro ator da história do teatro ocidental.
Ele arriscou transformar o sagrado em profano, a verdade em faz-de-conta, o ritual em teatro, pela primeira vez, diante de outros, mostrou que poderíamos representar o outro. Este acontecimento é o marco inicial da ação dramática.
Paralelos a este acontecimento sociocultural, vão surgindo os prédios teatrais gregos, que eram construções ao ar livre, formadas em encostas para facilitar o escalonamento das arquibancadas. O prédio teatral grego era formado, basicamente, da seguinte estrutura: arquibancada, orquestra, thumelê, proscênio e palco.
A arquibancada era feita de pedras e sua utilização pelos cidadãos gregos era democrática, dali todos podiam assistir com a mesma qualidade de visão as tragédia, comédias e sátiras. A orquestra era o espaço central circular onde o coro, formado por dançarinos, se apresentava. O thumelê era uma pedra fincada no centro da orquestra destinada as oferendas para o deus Dionísio. O proscênio destinava-se ao corifeu, líder do coro, era o espaço entra o palco e a orquestra, e o palco, construído inicialmente de madeira e mais tarde em pedra, era o espaço destinado à exposição dos cenários e para troca de figurinos e máscaras. Podemos encontrar diferentes vestígios desta cultura artística em nosso teatro contemporâneo, bastando um estudo aprofundado por diferentes olhares estéticos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BERTHOLD. Margot. História mundial do teatro. São Paulo: Perspectiva, 2004.
PEIXOTO, Fernando. O que é teatro. São Paulo: brasiliense, 1998.
PIGNARRE, Robert. História do teatro. Lisboa, PT: Publicações Europa-América, S/D

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