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sábado, 24 de setembro de 2011

CAVALGADA

Meu diario...
Aqui estou eu, sim...aqui estou eu.
Com o coração aos saltos...
pulando no peito, sonhando, desejando...

O meu coração bate como o de uma criança quando vê um brinquedo. Estendo meus braços para recebe-lo e vibrando, vibrando de contentamento.

O meu coração bate como o de uma adolescente, apertado, sofrido, sonhador e apaixonado quando sonha com seu primeiro amor.

O meu coração bate como o de uma jovem que conquista a sua primeira vitoria e  mostra ao mundo que pode vencer.

O meu coração bate como o de uma mulher que dentro as sua conquistas , se vê em meio a um deserto domando o seu primeiro  cavalo selvagem...
Se aproximando, deixando com que ele sinta seu cheiro, mansamente deixando que ele a veja...
passando a mão suavemente pelo seu dorso...se estendo até a crina, descendo pelo seu pescoço.
Ele refuga, então me recolho, aguardo e recomeço em gestos mais  lentos para ele se acostume.

Desta vez vou mais longe e levo minha até a sua cara e aliso , aliso e sinto a suavidade da sua pele de seu pelo, sentindo exitada com toda a situação .
Ele se assusta e  foge...corre pela areia quente do deserto, enquanto eu fico parada olhando, admirando seus musculos que se mexem e uma forma hipnotizante, sua crina ao vento... observo por não sei quanto tempo a sua fuga.
Então com o coração já cativo ele volta, cansado, suado e aceita o meu dominio, rende-se.
E eu, monto sobre ele no corpo em pelo ...partimos juntos numa corrida sobre a areia quente , o sol ardente ,sentindo cada musculo seu numa deliciosa cavalgada...
Somos livres, estamos livres...não se trata de posse mas sim de junção de espiritos de identificação.
E por quanto tempo não sabemos mas fomos levados a exaustão...suados paramos e compactuamos a nossa união.
Dois espiritos livres ,selvagens e felizes!


Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

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