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quinta-feira, 26 de maio de 2011

BANHO DE CHUVA

Hoje o dia amanheceu lindo! O sol brilhava intensamente, saltei da cama...e disse ,hoje eu tenho pressa, tomei meu banho vesti minha calça jeans boyfriend uma regata branca cinto de couro com correntes um echarpe de seda pink no pescoço, um chapéu brechó marron e um sapatinho baixo de cadarço também marron.
Tomei meu suco de abacaxi com hortelã e sai correndo...Vanessa da Matta me embalou até o meu destino. Quando cheguei foi uma festa...como sempre as crianças me esperavam.
A diretora da orfanato com um largo sorriso no rosto me dá as boas vindas, eu fui logo abrindo o porta mala do carro e descarregando os livros e brinquedos.
Arrastada pelas crianças sou conduzida até o refeitório onde todos me esperavam para tomarmos o café da manhã.Risos, gargalhadas e choros das crianças menores se misturavam com a conversa que tentavamos travar entre os adultos. É sempre assim...as crianças aguardavam anciosas pelo dia que estariamos juntas, me dedico a  contar historias a elas - que prestam atenção em cada detalhe e questionam e vibram. É gratificante!
Hoje falamos sobre  a Históra da Música. O dia passou que nem senti ou melhor, fiquei exausta.
Mas um cansaço gostoso, aquela sensação de produtividade, que você volta pra casa renovada.
E foi assim que Vanessa  da Matta me conduziu de volta para casa num delicioso "...Banho de chuva, banho de chuva, ai ai ai ai ai ai...."
Quando cheguei, fui logo tomar meu banho quentinho, vesti um vestido longo de algodão  xadrez rosa e azul , e comi um omelete com caviar.
Na sala fui logo  procurar a minha motivação...lá estão elas - adivinhe -rosas amarelas.
"Banho de chuva, banho de chuva.." a musica  ainda ecoa na minha mente.
No bilhete :- 
Que sua alegria contagie o mundo, felicidades Lôba."

Ligo o DVD de Diana krall - me deito no sofá ou melhor... me esparramo no sofá. - "The Look Of Love " - Me embala, fecho meus olhos e a paz me invade.

A chuva começa a cair e eu me levanto ,caminho em direção a porta... desço uma rua sob a chuva que cai intensamente...me molhando da cabeça aos pés. Após caminhar um quarteirão chego em frente a uma casa com um belo jardim em sua frente. Caminho entre as rosas até chegar em uma porta larga que se abre antes mesmo d'eu bater. Ele sai... e sob a chuva nos abraçamos e rodopiamos e nos beijamos e rimos , rimos muito, risos de felicidade de  ai que loucura, que prazer!
 Então... escuto uma voz me chamar ao longe e num sobressalto acordo!
Era um sonho...


História da Música
A história mitológica da música, no mundo ocidental, começou com a morte dos Titãs.
Conta-se que depois da vitória dos deuses do Olimpo sobre os seis filhos de Urano (Oceano, Ceos, Crio, Hiperião, Jápeto e Crono), mais conhecidos como os Titãs, foi solicitado a Zeus que se criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos Olímpicos. Zeus então partilhou o leito com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, no devido tempo, nasceram as nove Musas.
Entre as nove Musas estavam Euterpe (a música) e Aede, ou Arche (o canto). As nove deusas gostavam de freqüentar o monte Parnaso, na Fócida, onde faziam parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Há também, na mitologia, outros deuses ligados à história da música como Museo, filho de Eumolpo, que era tão grande musicista que quando tocava chegava a curar doenças; de Orfeu, filho da musa Calíope (musa da poesia lírica e considerada a mais alta dignidade das nove musas), que era cantor, músico e poeta; de Anfião, filho de Zeus, que após ganhar uma lira de Hermes, o mais ocupado de todos os deuses, passou a dedicar-se inteiramente à música.
Se estudarmos com cuidado a mitologia dos povos, perceberemos que todo o povo tem um deus ou algum tipo de representação mitológica ligado à música. Para os egípcios, por exemplo, a música teria sido inventada por Tot ou por Osíris; para os hindus, por Brama; para os judeus, por Jubal e assim por diante, o que prova que a música é algo intrínseco à historia do ser humano sobre a Terra e uma de suas manifestações mais antigas e importantes.
História Não-Mitológica
A origem mecânica e não-mitológica da música divide-se em duas partes: a primeira, na expressão de sentimentos através da voz humana; a segunda, no fenômeno natural de soar em conjunto de duas ou mais vozes; a primeira, seria a raiz da música vocal; a segunda, a raiz da música instrumental.
Na história não-mitológica da música são importantes os nomes de Pitágoras, inventor do monocórdio para determinar matematicamente as relações dos sons, e o de Lassus, o mestre de Píndaro, que, perto do ano 540 antes de Cristo, foi o primeiro pensador a escrever sobre a teoria da música.
Outro nome é o do chinês Lin-Len, que escreveu também um dos primeiros documentos a respeito de música, em 234 antes de Cristo, época do imperador chinês Haung-Ti. No tempo desse soberano, Lin-Len -que era um de seus ministros- estabeleceu a oitava em doze semitons, aos quais chamou de doze lius. Esses doze lius foram divididos em liu Yang e liu Yin, que correspondiam, entre outras coisas, aos doze meses do ano.
Origem Física e Elementos
A música, segundo a teoria musical, é formada de três elementos principais. São eles o ritmo, a harmonia e a melodia. Entre esses três elementos podemos afirmar que o ritmo é a base e o fundamento de toda expressão musical.
Sem ritmo não há música. Acredita-se que os movimentos rítmicos do corpo humano tenham originado a musica. O ritmo é de tal maneira mais importante que é o único elemento que pode existir independente dos outros dois: a harmonia e a melodia.
A harmonia, segundo elemento mais importante, é responsável pelo desenvolvimento da arte musical. Foi da harmonia de vozes humanas que surgiu a música instrumental.
A melodia, por sua vez, é a primeira e imediata expressão de capacidades musicais, pois se desenvolve a partir da língua, da acentuação das palavras, e forma uma sucessão de notas característica que, por vezes, resulta num padrão rítmico e harmônico reconhecível.
O que resulta da junção da melodia, harmonia e ritmo são as consonâncias e as dissonâncias.
Acontece, porém, que as definições de dissonâncias e consonâncias variam de cultura para cultura. Na Idade Média, por exemplo, eram considerados dissonantes certos acordes que parecem perfeitamente consonantes aos ouvidos atuais, principalmente aos ouvidos roqueiros (trash metal e afins) de hoje.
Essas diferenças são ainda maiores quando se compara a música ocidental com a indiana ou a chinesa, podendo se chegar até à incompreensão mútua.
Para melhor entender essas diferenças entre consonância e dissonância é sempre bom recorrer ao latim:
Consonância, em latim consonantia, significa acordo, concordância, ou seja, consonante é todo o som que nos parece agradável, que concorda com nosso gosto musical e com os outros sons que o seguem.
Dissonância, em latim dissonantia, significa desarmonia, discordância, ou seja, é todo som que nos parece desagradável, ou, no sentido mais de teoria musical, todo intervalo que não satisfaz a idéia de repouso e pede resolução em uma consonância.
Trocando em miúdos, a dissonância seria todo som que parece exigir um outro som logo em seguida.
Já a incompreensão se dá porque as concordâncias e discordâncias mudam de cultura para cultura, pois quando nós, ocidentais, ouvimos uma música oriental típica, chegamos, às vezes, a ter impressão de que ela está em total desacordo com o que os nossos ouvidos ocidentais estão acostumados.
Portanto o que se pode dizer é que os povos, na realidade, têm consonâncias e dissonâncias próprias, pois elas representam as suas subjetividades, as suas idiossincrasias, o gosto e o costume de cada povo e de cada cultura.
A música seria, nesse caso, a capacidade que consiste em saber expressar sentimentos através de sons artisticamente combinados ou a ciência que pertence aos domínios da acústica, modificando-se esteticamente de cultura para cultura
Renato Roscheldo Banco de Dados

Um comentário:

  1. Essa loba é maravilhosa!
    Até em sonho ela é feliz!
    Parabéns mais um texto muito lindo.
    beijos carinhosamente Rosangela

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