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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SUCUMBIDA PELA DOR

Eu...
Somente eu...
E mais ninguém.
A vida quer assim.
É o preço?
Seja ele alto ou  não é o preço.


Aqui estou eu...
Sozinha em minhas noites.
Sozinha em meus dias, 
Sorrindo para vida para não ser ironizada por ela.


É engraçado como gostamos de fantasiar e  como  vivemos
desta fantasia.
A carência nos oferece migalhas.
O sonho nos faz acreditar e vida , está não nos permite sonhar.


Preciso de um banho, estou me sentindo suja.
Quero lavar minha alma, tirar dela tudo que me faz sofrer.
Deixar a casa vazia ou me mudar dela.
Quero trocar meu perfume, mudar meu estilo...


Na realidade um cansaço me abate.
Talvez amanhã eu esteja diferente ou continue a ser eu mesma.
Mas hoje.
Hoje...
Somente hoje eu não queria ser eu.


Esta loba entregue as fraquezas da emoção.
Um ser comum, mortal, sujeita a dores da carne, da alma.
Longe da floresta mãe que sempre me acolhe , me alimenta e fortalece.
Uma loba abatida pela dor, longe dos olhos de todos num abismo que só eu vejo.


Mais sozinha do que sempre fui, pois hoje ...somente hoje eu estou me entregando a dor.
Só consigo ouvir o meu uivo.
E minha pele se arrepia num processo de selvagem  numa onda de desespero.


Hoje  sucumbida pela dor.

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