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terça-feira, 1 de novembro de 2011

NAVALHA CHAMADA CALMA

Meu diario...
Quantas vezes é preciso morrer para nascer de novo?
Esta é  a minha pergunta a você que me acompanha por toda esta tragetoria.
Quantas vezes a dor da morte pode expreitar um coração.

Me responda por favor!

Meu corpo palido se prosta sobre a cama dentro de uma camisola negra.
Meu coração está parando de bater...engraçado,
 assim a dor parece que se esvai.
Meus olhos mau conseguem enxergar.
Meu perfume de jasmim se essala pelo quarto, é o cheiro da morte? Pergunto.

O raio de sol que invade o quarto se congela ao tocar minha pele.
O meu espelho, ah o meu espelho de onde está não pode me refletir.
Meus braços não encontram  forças para levantar.
O grito de socorro que tento não sai de minha boca, seca, amarga, travada.

Meu corpo está colado na cama...hoje sem o meu brilho, sem o meu desejo de viver.
As lagrimas caem como um riacho, hora devagar, lento...hora como uma correnteza.

Aqui estou eu , sentindo que depois de tanta luta nada mais me restou...somente a dor.

Ah solidão maldita que chega sem pedir licença, invade e destroi uma força interior.

Ah solidão que provoca tanta destruição.
Procuro pela loba que sou e não consigo me encontrar.
Meu corpo está fragil, minha alma está fragil...estendo minhas mãos para o vazio.

A calma que me pede é uma navalha de fio  cortante que sadicamente penetra o meu coração.
Ela entra devagar - uma dor pontiaguda inicia em meu peito,
a navalha para - olha e começa novamente
ainda mais lenta a penetrar...e a dor , a dor aperta, angustia, mau trata, mata aos poucos.

Ah navalha chamada calma que deverias vir para curar, enganou seu mandante .
Viestes sob uma ordem e executas outra.

Minha dor me enfraquece e não consigo lutar.

Chamo por Deus...pois nunca pensei que cairia
sob o golpe de uma navalha, chamada calma.

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